28 de novembro de 2010

Trecho de Oposcinio: Sentido e Deus

Para alguns o "mito de Deus" surgiu do anseio humano em dar-se sentido em viver no aqualientar perante o frio do infinito sobre a dubialidade do finito. Mas mesmo que o conceito de Deus, existente por si só, pressuponha completo independente, por sua vez porque Deus criou o homem se não precisa dele?Acúmulo de poder e controle não é o sentido da vida, não somente carece de responder um porque, mas de ter um porque, logo a resposta está na pergunta, porque. O homem se originou da crise existencial de Deus perante uma ausência de propósito de si próprio existir, um reflexo de si, para se medir, sendo um teo símile da razão. Deus consiste em ter algo a se criar, não somente a si próprio. Assim sendo Deus precisa moralmente do homem e vice-versa. Assim é razoável supor sua existência, assim como a fé seje parte integrante da razão, assim como o fim da razão implica obviamente em ser o fim da sanidade.Nietzche, um ateu cuja derradeira loucura não atestou somente a suposta morte de Deus, mas antes disse que o mal surgiu de seu sono, ócio, levantou implicações filosófico-morais de tal questão como colocadas em 'Ecce Libro' onde justamente a fé e sua perda pode ter ligações com tais pressupostos.Mas não se trata da fé na existência ou inexistência de Deus - ambas nãocomprovadas - assim como do lógico e razão, mas sim sentido e propósito do qual as demais são conseqüentes, mesmo que Deus se possa ser compreendido como o Legislador, as Leis sobre (o) natural.Ora, pregar o ilógico implica seguir uma "lógica" própria mesmo quecontralógico ao lógico comum oposição ao "lógico". Sendo assim o ilógico ao seu modo é uma abrangência do lógico não no sentido etimológico, masfilosófico, mas sendo assim o signo mor da oposição, desde que siga por si só o porque.O mito de Sísifo de 1942 pelo filósofo Albert Camus, atesta a situação moralmente precária na busca pelo sentido em seu cenário ateu e não eterno, sendo aplicável ao absurdo da própria vida sendo abrangente as demais crenças e doutrinas como da eternidade e reencarnação sob o signo do mitológico Sísifo. Proveniente da mitologia grega o personagem condenado a repetir infinitamente a tarefa de empurrar uma pedra ao topo da montanha para rola-la lá de cima nos serve não somente para as rotinas, mas crenças tal como a repetição. A questão aqui não trata-se de acreditar ou não em Deus, mas abrangendo a implicação mesmo do suicídio como o não suicídio moral, sobre uma razão supostamente inatingível a seu modo perante a ciência humana que uma vez acordada tal consciência torna-se "a mais angustiante de todas paixões".O engrandecer da alma (psiquê) por si só abstrata e impalpável mesmo confrontada pela ciência empírica consiste essencialmente na fé novamente como vital a "certa razão" que perante a mesma ciência pende-se de tal, afinal cientistas tem fé nas objeções evidenciais como conclusões a um racioncio próprio regido pelo método empírico sendo a seu modo o surgimento de tal pressuposto "absurdo" pela colocação obcecada por colocar-se sentidos que traduzindo-se a exemplo de certas buscas são ocasionais como o próprio sentido do "destino orgânico" que forçado perde-se e envolve-se no oposta, por transferência moral, a pretensão demasiada destituiu razão de si própria como sendo justamente o porque do livre-arbítrio, querer é poder não somente ao que se diz poder, mas aos que tem o poder sobre o querer alheio.Resumindo viver e amar não são missões militares inflexíveis, mas simplesmente ato livre de sentir, o sentir é o sentido, mesmo que não aplicável à concepção de Deus sobrenatural essencial, pois o propósito de propósito não há propósito se não de contra-senso, por tal neste âmbito a religião resume-se ao sentir do experimentar livre a catarse psique perante a fé no posterior ao passo que a arte é o sentir sem o posterior (salvação,eternidade) tendo pela alma parte integrante deste sentir.

Opuscinio de Gerson Machado de Avillez (sobre religião)

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