Conspiradores Nunca Diuzem adeus - Parte II

Fantasmas do Passado
Este misterioso homem, ninguém sabia quem era, ou onde morava. Era um senhor do qual se dizia ser responsável por todos os ditos populares daquela cidade, o narrador por de trás de cada mito ou lenda, a fonte legítima de todo o saber daquele lugar. Era um anônimo famoso, era alguém, era ninguém...
No dia seguinte, aproveitando que era sua folga depois de seis anos de trabalhos sem férias, ele resolve seguir as pistas dadas por Octavius, chegando até um barraco no pé do morro onde morava um senhor idoso, que ao perguntarem as crianças que cercavam um menino negro de uma perna só veio até a mim e disse que a casa dele era ali mesmo. Após com certa dificuldade conseguir passar por elas, bateu na porta e escutou uma voz abafada dizendo para entrar. O som da Tv entrecortava o ranger da porta e logo viu um homem curvado sentado de costas para a entrada. Estava escuro e assim não era possível ver seu rosto, apenas a textura do ambiente mudava graças a variação das luzes da tela da Tv.
No entanto, curiosamente João parecia saber o porque dele estar ali. E disse sem demora se queria saber onde estava seu amigo. Impressionado, Dominic, estranhou de tal modo que por uns instantes chegou a pensar que este estaria envolvido de alguma forma, e quis se aproximar dele para ver seu rosto, mas antes que pudesse este se levantou e foi até a cozinha.Daquele lugar escuro, ele pegou algo e receoso Dominic deu dois passos atrás, quando ao se aproximar a luz da Tv iluminou parte de seu corpo revelando ser na realidade uma xícara de chá para ele, que educamente lhe ofereceu estendendo a mão para ele se sentar.
Dominic num misto de respeito e medo falou que a muito ouvia falar dele, mas não poderia se demorar, quando João pegou um papel e anotando algo com um lápis velho e muito pequeno disse que deveria evitar os "controladores de massa", eles eram o próprio inferno. Foi então que ao levantar o papel revelou uma série de inúmeros nomes de tantos e tantos outros desaparecidos naquela cidade, incluindo muitos parentes deles.
Descontente com a resposta, Dominic disse que seu amigo por não ser o único a desaparecer, havia desaparecido em circunstâncias similares aos demais, do qual havia dito para Dominic um dia antes que havia visto algo que o assustara muito, e nervoso parecia literalmente ter corrido para sua casa.
João então receoso disse para ele que a fonte de todas as suas dúvidas e perguntas estavam na chamada Pizzaria do Anoitecer, um imenso restaurante mantido pelos Mirta, e frequantado pelas celebridades da cidade. Desapontado, Dominic saiu.
Após ficar o resto do dia refletindo no banco de uma praça, resolveu ir até a tal Pizzaria durante a noite. No caminho encontrou uma antiga amiga dele, uma ex-miss que se prostituía por cinco irreais, a moeda local. Ao revelar que estava indo até o local, ela disse que não seria tratado com respeito, afinal ela mesma era obrigada a viver naquela vida por mais bela que fosse. E ao lembrar de seu amigo, um chef de cozinha daquele restaurante que trabalhava como camelô, após ser substituído pela tia-avó dos Mirta que cozinhava para um botequim no estado onde morava, ela falou que naquele lugar não iria ter oportunidade alguma, mas antes iria ser tratado como um bicho.
Mas Dominic, como ingênuo persistente, seguiu em frente. Ao chegar sentiu uma clara discriminação, as pessoas olhavam para ele com tamanho desdém que fazia ele se sentir desconfortável naquele lugar. Não estava desarrumado mas, era como se todos discretamente o observassem adentrando o recinto por pouco não sendo abordado por um segurança que por falta de motivos não poderia coloca-lo para fora. Mas ficara rodeando próximo quando o vira se aproximar de um garçom.
O Desconforto era tanto, que o fazia se sentir quase como um marginal naquele lugar, mesmo que sendo em puro luxo, e repleto de gente importante, ele sentia penetrar por seus olhos tamanha negatividade que o fazia sentir-se enfraquecido até a exaustão, como se algo subtraísse suas forças. Após falar com o garçom ficou a aguardar o gerente.
Ao olhar para a mesa do lado observou que lá estava Odemira, extremamente gorda e com os cabelos desgrenhados, ela não tirava os olhos dele como se o secasse, assim como Saião Mirta, um dos seres mais esquisitos que já vira, calvo, baixinho e com um imenso nariz, ele no entanto estava cercado por duas mulheres espetacularmente belas. Até hoje, Dominic não era capaz de compreender como um homem que cantava tão mal conseguiu ganhar discos de platina e de ouro, enquanto todos diziam que os escritos de Dominic eram medíocres. No entanto, o pensamento de Dominic lhe escapava, sentia-se como se tudo a sua volta começasse a girar até sua vista escurecer que ao virar-se para o lado simplesmente desabou sobre uma mesa derrubando diversos pratos e fazendo a maior barulheira. Desta vez fora ele quem apagou...

Conto: Conspiradores Nunca dizem adeus - Parte I

Era uma cidade aparentemente como outra qualquer. As pessoas tinham uma rotina, um cotidiano do qual aparentava um lugar comum bem como outras cidades. No entanto, essa cidade era diferente, havia algo como um fantasma que ficava estampado no rosto de cada um habitante, sentia-se algum tipo de medo no olhar das pessoas em relação ao próximo, algo que parecia leva-los a muitas vezes se trancarem dentro de suas casas em determinadas épocas após o trabalho.
Havia um mal que parecia vagar sorrateiramente por cada rua deserta daquela cidade, de sombra em sombra a pular adentrando nem sempre as casas, mas o ímpeto das pessoas as tornando em seres covardes. De perto, então, a cidade ganha contornos perigosos, tristes. Dominic Kaspar, era um jovem típico aquela cidade, de aparência rústica, cabelos crespos completamente rebelados e com dois dentes faltantes em sua boca, era de baixa estatura e curiosamente era um padrão de beleza naquela cidade. Muito respeitado pelos habitantes e os visitantes que ao passarem no posto de gasolina que ele trabalhava a beira de uma interestadual, Dominic parecia ser uma quase celebridade, pois mesmo que a cidade estivesse localizada no meio do nada, todos pareciam conhece-lo, ainda que sendo um simples frentista, pois ele era um grande filosofo e escritor.
No entanto, algo o incomodava juntamente aos demais, um amigo muito estimado por ele simplesmente desapareceu do dia para a noite. Porém, isto não era muito falado entre as pessoas daquele lugar misteriosamente, simplesmente a população todos os meses mudava seu número de habitantes para menor, encolhendo literalmente. Uns chegavam dizer escondidos que se tratava de um caso de abdução por alienígenas.
Desde que ocorrera tal caso Dominic não era mais o mesmo. Ao sair do trabalho ele passou numa barraca para tomar caldo de cana que ele tanto amava. Aproveitando a oportunidade resolveu trocar umas palavras com o homem que fazia o caldo, um astrofísico chamado Octavius, para algumas teorias que Dominic formulava. Após este mostrar alguns cálculos complexos de física quântica este agradeceu e foi quando ia para casa uma pessoa o chamou. Era Deolinda, uma engraxate que era sua vizinha pedindo para espera-lo para ir junto com ela antes de anoitecer. No caminho enquanto ia escurecendo e as luzes dos postes iam se ascendendo uma por uma, seguindo algum tipo de ordem, ela perguntou como ele se sentia após o desaparecimento de seu amigo, afinal ela era PhD em psicologia. Mas sem muito o que dizerem, claramente em seus olhares expunha determinados receios até que ela entrou em sua casa depois de se despedir dele, e a luz do poste enfrente a casa dele se apagou, misteriosamente como muitas vezes ocorria.
Depois de tomar um banho e relaxar, este se sentou para ver Tv antes de dormir como todos os dias fazia após chegar do trabalho, enquanto passava um programa de entrevistas com a escritora Odemira Násser e o cantor Saião Mirta, da rica família Mirta. Dominic pega uma foto em que tirara com seu amigo desaparecido. Muito bonito, alto e moreno, este com seu olhar exalava palavras de tristeza enquanto se escutava as pessoas na Tv debatendo alegremente temas sobre contos filosóficos do livro de Odemira. Quando este então pegou um pequeno papel, onde Octavius, o homem do caldo de cana lhe passou, que ao virar havia alguns números do qual na realidade era um código para Dominic, uma mensagem, que ao decifrar revelou uma pessoa que deveria procurar para saber sobre o seu amigo desaparecido. Era João da Silva...

Ironia cotidiana

Semana passada dona mama torrou meu saquinho com perguntas de resposta óbvia, eu como todo adulto ocupado com os problemas cotidianos respondi com ironia sem ofender mas claro que fui criticado. Só para ilustrar vou dar um exemplo que o meu Amigo Lucio mandou para patroa dele no orkut e achei interessante como uma forma de ilustrar como as vezes as pessoas nos irritam com poucas palavras e que devemos levar a vida na vaselina.

Você está dormindo e alguém pergunta:
- Tá dormindo?
- Não, treinando para morrer!

Você leva um aparelho eletrônico para a manutenção e o técnico pergunta:
- Tá com defeito?
- Não é que ele estava cansado de ficar em casa e eu o trouxe para passear.

Cai uma Chova torrencial la fora mas você tem um compromisso urgente:
- Vai sair nesta chuva?
- Não, vou sair na próxima...

Você acaba de levantar vem 1 idiota e pergunta:
- Acordou?
- Não, sou sonâmbulo!

Seu amigo liga para sua casa e pergunta:
- Onde você está?
- No Pólo Norte, um furacão levou a minha casa pra lá!

Você acaba de tomar banho e alguém pergunta:
- Você tomou banho?
- Não! Dei um mergulho no vaso sanitário!

Você está pescando quando alguém passa e pergunta:
- Você pescou todos esses peixes?
- Não! Esses são peixes suicidas!

Rir para desestressar?!?
É o jeito ne?

Diário do crepúsculo da humanidade

Seguindo a diversos horizontes, além deles, procurando o melhor de dois mundos, em busca de um sexto sentido, quinto elemento, quarta dimensão, um oitavo dia. Seguindo em rota de colisão nessa história paralela interior, caçando meu diabo particular para destruí-lo...No caminho confrontando-se com todos os medos do homem, a abiose interior de milhares de formas de vidas, a mokita coletiva de que o crepúsculo da humanidade é essa decadência non-sense, onde a verdade é uma ilusão, onde nossas buscas se fazem em círculos completos, onde o começo é o fim, um loop sacana onde o passado é um fantasma e a única maneira de se ver o futuro é olhando para trás, mesmo que viremos estatuas de sal...

Sócrates, Platão, Aristóteles, Nostradamus eram fogo e vírus, são os gárgulas e quimeras de um eterno passado de ouro, onde na verdade não passaram de sonhadores. Eu quem diga, gênio ingênuo do holoceno, sonhador dos tesouros cósmicos de nosso interior que mesmo batizado pelo tempo, sigo a minha desobediência civil de uma doente nova ordem em busca desse elo perdido quem é o motivo de nossa existência atual, no qual mesmo que chegue no limite do infinito espero não ter apenas fechado mais um circulo e terminar escrevendo um texto que nada nós leva à não ser uma infeliz e vazia poesia, como esta.