3 de abril de 2014

Sistemas de medidas paramentrais

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Ao subir uma alta montanha veremos do alto o de baixo, e ao medir de cima, todos de baixo serão pequenos assim como sua conexão afetiva com estes. A perfeição pode ser uma mensagem poderosa, mas sua interpretação imperfeita. Isso acontece pela ilusão do tamanho determinada pelo perto e longe, alto e baixo, na informática não ocorre a não ser a quantidade de informação, pois não há espaços entre o código binário, o espaço é apenas uma representação deles.
Assim proponho ainda que o conhecimento original seja puro, de um Topos Uranos, sua representação e expressão o contamina pela realidade e a imperfeição do analógico assim como a luz altera a informação de um estado quântico. A compreensão de um estado puro do infinito e eterno assim é contemplativa não interpretativa, pois ao ser expressada torna-se limitada a expressão. O octonauta assim por tal realidade ulterior, original e pura por isso este muda seu estado original que ante a realidade é sobrenatural por um conhecimento inefável e absoluto, porque pertence ao universo a relatividade ante tal fonte elementar. O próprio ato de projetar em nós as falhas alheias denota imperfeição, um problema de contrastes, pois ainda que algo seja perfeito torne-se imperfeito pela perpetuação, imagine, então, a imperfeição refletida. Quem carrega o conhecimento primordial tem maior poder de alteração por sua reflexão, e esse um Octonauta aquele que conheceu o infinito que é eterno o qual o imaginólogo é apenas o primeiro passo.
Assim ao Octonauta poderá apenas indicar o caminho, como eu, mas não sem antes vencer o paradigma do limitado, das medidas, pois infinito mede-se apenas com infinito, e o finito com o finito. Isso trás uma outra conotação ao ato de mentir, pois provém da mente. Ora, o próprio ato do refletir distorcerá a verdade original de um conhecimento, sendo que toda expressão de um conhecimento inefável será em algum grau ao menos mentira. Toda analogia é uma figura representativa, e cópia refletida é inferior ao verdadeiro conhecimento o qual provém. O digital denota o conhecimento mais puro, do metaverso, o analógico conhecimento da realidade, pela realidade, através da realidade. Toda metáfora, parábola, analogia traduz uma ideia por vias comparativas de interpretação não representando, jamais, a ideia original mas com graus sutis de distorção de sua verdade.
Assim são esses copiadores, sempre serão as sombras do original, por isso odiadores do mesmo, porém, como toda sombra, parece por vezes ser maior que o original e assim assombra, mas por causa da luz que o projeta. A mentira e a maldade sempre tem lugar, já a verdade seu lugar é na eternidade. Na verdade os arrogantes que ligam o conhecimento ao lugar apenas vêm suas sombras, pois as sombras são impressas no chão. Sua ciência é arrogância, é falsa, julga apenas o aparente, o superficial que é o mundo material. A mecânica quântica ao menos toca o ínfimo a perceber a precariedade moral e do tamanho, a astronomia que mesmo o lugar não tem lugar fixo no espaço, mas uma metaciência assim como a metafísica a causa primeira. O lugar só tem importância quando relacionado a história do autor, nunca do conhecimento em si. O espaço é pertinente a realidade onde habita o abismo da ilusão, porque o grande abismo está no espaço, não no tempo.


Trecho de 'Ars ad Speculum' de Gerson Machado de Avillez

Trecho de 'Advento de Reis'

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O trecho do apócrifo 'Advento de Reis' retrata lacunas não preenchidas do cânon bíblico do que levou os reis magos ao menino Jesus e seus motivos, oferecendo detalhes dos presentes entregues por eles e uma suposta conspiração para mata-lo.


Adventos de Reis
1. Havia nas mediações da Etiopia um templo o qual autrora guardará a Arca da Aliança. Vazio o lugar então passou a ser habitado por estudiosos de um fragmento de um pilar antigo encontrado e atribuído a Seth.
2. Mas após o surgimento de um homem misterioso lhes concedeu conhecimento, e esse conhecimento da decifração de um homem o qual deveriam matar quando nascesse.
3. E esse homem era sem pelos, com grande nariz e sua face era simétrica, um lado era como o outro. E seu conhecimento era do futuro e após ensina-lo, o homem desapareceu.
4. Aconteceu que numa noite, tempos depois, na Etiopia um homem chamado por Belchior enquanto observava os céus notou com seus escritos que a estrela do advento surgia nos céus.
5. De acordo com os escritos derivados do pilar e da interpretação do misterioso homem o qual referiam-se por Bar-Sefirot dizia que este homem traria o caos ao mundo e sendo proclamado messias deveria ser morto.
6. O sinal para seu nascimento, a estrela do advento indicaria onde ele nasceria e assim ela surgiu levando Belchior, mago desse saber a buscar seus amigos.
7. Ao ser inquerido pelos reis do conhecimento perfeito, este lhe disse que deveria oferecer-lhe presentes ao menino a fim de enganando-o mata-lo e assim Belchior procurou a pedra dos sonhos.


Um quarto rei e a pedra dos sonhos
1. Belchior procurou então, Bar-Hesbron, o rei mago que guardava a pedra dos sonhos. Todavia ele, relutante estava dominado pelos seus encantados e não quis cede-la a missão.
2. Belchior então vendo isto chamou Gaspar, e notando que aquele homem tomou uso contrário a Topos Uranos, buscava ligar-se as camadas mais baixas do espiritual.
3. Então disse Belchior a ele: Eis que vos digo, homem, como podes contender com a herança de Jacó? Dê-me o esfênio para que tenham a encarnação do mal.
4. Negando, Bar-Hesbron parecia contrariado e dominado por um ímpeto vil desejava em seu íntimo abrir pontes para camadas infernais, mas então fulminou ao tenta-la, pois era contra a moral divina.
5. Assim Belchior tornou-se guardião da pedra dos sonhos e procurou um substituto para ele na jornada que alçariam a Belém quando assim surgiu a estrela do advento nos céus.
6. Todavia no engano, Belchior não conhecia que o nascimento era de fato do Messias, e engando pelo saber embotado procurou Gaspar e Baltazar.


Os três reis magos e seus presentes
1. De modo que eram quatro os reis magos, Bar-Hesbron sucimbiu sobre sua própria corrupção moral e assim fora sepultado no monte que lhe deu seu nome.
2. Quando Baltazar e Gaspar viram-se na jornada que teria sido o apêndice de suas vidas, seguiram eles ao contemplar a estrela do advento rumo a Belém, pois para lá apontava a estrela e assim o fizeram conforme dizia ao lado de Belchior.
3. Todavia viram eles que a pedra dos sonhos era pouco a presentiar o rei dos reis, e procuraram eles peças e artefatos, joias e gemas a lhes oferecer.
4. Vendo assim estes, Belchior disse: peguemos esse cajado, herança do patrono de Israel e assim como abriu águas abrirá o caminho para nós. E esse fora o primeiro presente.
5. Vendo isto então, Baltazar disse lhe mais ainda: Pegamos então as sobras das túnicas de Bar-Hesbron e digamos que é de Elias. E esse fora o segundo presente.
6. Assim Gaspar vendo que Baltazar mentia retrucou: Ora, sendo isso mentira e esse o messias de verdade como todo véu não há de perdurar, testemos ele.
7. Gaspar então vendo pegou uma joia e lhes disse: Assim como a pedra que lhe deu sonho a Jacó, essa pedra chamaremos que caiu dos dez mandamentos, como um mandamento perdido.
8. Assim eles aceitaram e viram naquilo a oportunidade do messias identificar o verdadeiro Messias, pois sendo verdadeiro isso exporia, pois nada dele se ocultaria. E levarão então o esfênio junto.


A jornada a belém e o homem da caixa;
1. Partiram assim eles montado em seus jegues e cortaram o deserto rumo a Belém, e passaram eles questionar o que teria dito Bar-Sefirot.
2. Todavia quatro dias após curzaram eles do deserto viram então uma aldeia dizimada e dela sair um homem misterioso, um estrangeiro peregrino o qual a lígua era de dificil compreensão.
3. O misterioso então veio a eles ter, e lhes pediu para entregaer igualmente um presente nas mediações de Israel e assim fizeram eles.
4. A Caixa porém, que era um presente, tornou-se pesada no questionar dos três reis magos e inquiriram eles quebra-la ou não, mas ela lhe era seu teste ante o destino.
5. Foram eles e assim a deixou nas mediações de uma cidada na colina e seguiram eles adiante temendo dar aquilo ao nascido do advento.


Os três reis magos encontram Jesus
1. Belchior na quinta noite então adormeceu sob a pedra Esfênio e teve dela um sonho enigmático, como de um espírito surgir dos céus guiando e libertando a estrela do advento como parte do mesmo e um menino apontava a ela.
3. Tomado pelo espanto, Belchior levou seu sonho a Baltazar e Gaspar e discutiram eles sobre isso, e viram no esfênio a causa como relacionado ao nascido do advento.
4. Aconteceu que na noite do sétimo dia, chegaram os três reis magos a cidade do nascido do advento quando a estrela tinha seu maior brilho até que no dia seguinte cessou.
5. E procuraram eles o nascido, e os rumores apontavam a um nascimento virginal e ficaram eles espantados que o menino, pobre, estava nascido numa manjeidora.
6. Questionaram então eles se o messias seria um abastado cuja família tinha cumcubinas, rebanhos e edificações, mas antes sendo ele filho de rejeitados.
7. Assim foram eles recebidos por um menino chamado João que parecia lhes aguardar pois teve com Belchior em sonhos. Ele os levou a Maria.


Jesus revela o verdadeiro presente;
1. Vendo então os três reis magos foram tomados por uma comoção, e mesmo os animais que envolta estavam pareciam lhe prestar reverências em temor.
2. Assim Baltazar lhes tirou a manta de Bar-Hesbron, e o menino chorou rejeitando. Intrigado então pegou a pedra e dizendo ser das tabuas de Moisés o menino novamente chorou.
3. Belchior viu então que ao afastar o menino cessava o choro, e então ao entregar o esfênio sobre o menino a pedra brilhou e o menino sorriu.
4. Belchior vendo isto disse: Temo eu a este, pois certamente eis o messias, filho de judeus rejeitados, entre pobres nele há riqueza.
5. Baltazar então ficou de joelhos diante do menino e entregou o cajado e o menino o pegou sorrindo, e Baltazar chorou e disse: eis o Filho de Deus!
6. João vendo isto sorriu a eles e disse que aquela pedra guiou seu nascimento e Ele mesmo era o cajado pois dividiram os maus de bons.
7. Assim renderam-se os três reis magos diante deles, e temeram, e viram que aquele misterioso homem que lhes disse ser a maldade era o próprio mentiroso.