27 de dezembro de 2007

Aprenda a configurar redes Ad-Hoc parte 1

O blog connected minds comentou sobre e eu segui o link até esse post no guia do hardware falando sobre como configurar uma rede wireless domestica em modo ad-hoc.

Por:Carlos E. Morimoto em 10/12/2007

Assim como é possível ligar dois micros diretamente usando duas placas de rede e um cabo cross-over, sem usar hub, também é possível criar uma rede wireless entre dois PCs sem usar um ponto de acesso, criando uma rede ad-hoc. Um uso comum para o modo Ad-Hoc é quando você tem em mãos dois notebooks com placas wireless. Um deles pode ser ligado ao modem ADSL (com fio) para acessar a internet e compartilhar a conexão com o segundo usando a placa wireless, que fica livre dos fios.

Basta configurar ambas as placas para operar em modo Ad-Hoc. A velocidade de transmissão é a mesma, mas o alcance do sinal é bem menor, já que os transmissores e as antenas das interfaces não possuem a mesma potência do ponto de acesso. Pelo mesmo motivo, a velocidade também tende a cair muito mais rapidamente conforme aumenta a distância.

Um uso comum para o modo Ad-Hoc é quando você tem em mãos dois notebooks com placas wireless. Um deles pode ser ligado ao modem ADSL (com fio) para acessar a internet e compartilhar a conexão com o segundo usando a placa wireless, que fica livre dos fios.

Depois de configurada, a placa wireless é vista pelo sistema como um dispositivo de rede normal. Você pode compartilhar a conexão da mesma forma que faria em um micro com duas placas de rede.

Para criar uma rede ad-hoc no Windows, acesse o "Painel de Controle > Conexões de rede". Dentro das propriedades da conexão de redes sem fio, acesse a aba "Redes sem fio" e clique no "adicionar". Na tela seguinte, defina o SSID da rede ad-hoc, marque a opção "Esta é uma rede de computador (ad hoc); não são usados pontos de acesso sem fio":


Assim como ao configurar um ponto de acesso, você pode ativar o uso de encriptação. O modo mais compatível é escolher a opção "Aberta(o)" na opção "Autenticação de rede" e usar a opção "WEP" na opção "Criptografia de dados", definindo uma chave de acesso (desmarque a opção "Chave fornecida automaticamente").

Embora tanto as chaves WEP de 64, quanto as de 128 bits sejam vulneráveis, é sempre recomendável usar chaves de 128 bits, que são um pouco mais difíceis de quebrar. A chave pode conter 13 caracteres ASCII (letras, números e caracteres especiais) ou 26 caracteres em hexa (números e as letras de A a F). Se preferir definir uma chave de 64 bits, use 5 caracteres (em ASCII) ou 10 caracteres (em hexa).

Esta configuração permitirá que a rede seja acessada por praticamente qualquer dispositivo, incluindo micros com placas antigas, 802.11b, palmtops, consoles e smartphones com redes Wi-Fi. O WEP é fácil de quebrar, mas os risco é minimizado devido ao alcance reduzido da rede ad-hoc. Se a segurança não for uma prioridade, esta é a configuração recomendável.

Existe também a opção de usar o "WPA-None", uma versão simplificada do WPA, destinada ao uso em conexões ad-hoc, onde pode escolher entre usar o TKIP ou o AES como sistema de encriptação. A maior deficiência do WPA-None em relação ao WPA ou WPA2 usado em redes wireless em modo infraestrutura (com ponto de acesso) é que no WPA-None as chaves são estáticas e por isso são muito mais fáceis de serem quebradas. Na prática, o WPA-None com TKIP equivale ao WEP em termos de segurança (a única vantagem é que você pode definir uma chave mais longa), enquanto o AES é apenas um pouco mais seguro:


No Windows Vista é possível usar o WPA-2 em redes ad-hoc, mas isso limita a compatibilidade com clientes rodando outros sistemas.

Depois de criar a conexão ad-hoc no primeiro PC, ela passa a aparecer para os demais na lista de redes disponíveis, permitindo que eles se conectem diretamente, após fornecerem a chave de encriptação:


Em uma rede Ad-Hoc todos os micros estão no mesmo nível hierárquico, sem uma autoridade central. Todas as estações configuradas para usarem o mesmo SSID e as mesmas configurações de encriptação, estabelecem contato e criam uma rede ponto a ponto.

Inicialmente, os PCs terão acesso apenas um ao outro, sem acesso à web e sem DHCP. Depois de conectá-los à rede ad-hoc, você ainda precisará definir endereços manualmente, dentro de uma das faixas reservadas a redes locais, como a 10.x.x.x e a 192.168.x.x:


A menos que a idéia de configurar a rede ad-hoc seja apenas compartilhar alguns arquivos, ou jogar uma partida de Quake 4, você provavelmente vai querer compartilhar o acesso à web ou à rede local com os micros da rede ad-hoc. Para isso, é necessário que um dos micros esteja conectado simultaneamente às duas redes e possa assim atuar como gateway, como no caso de um notebook com a rede wireless e uma placa cabeada.

A primeira opção é ativar o ICS, clicando sobre o ícone da conexão local. Isso vai atribuir o endereço "192.168.0.1" à placa wireless e permitir que os micros da rede ad-hoc acessem a web recebam endereços IP automaticamente. Eles poderão inclusive acessar outros micros da rede local através do gateway, mas não poderão ser acessados por outros PCs fora da rede ad-hoc.
Não é preciso que o gateway esteja conectado diretamente ao modem ADSL ou cabo, ele vai simplesmente compartilhar o acesso de que dispor. Não existe nada de errado em "recompartilhar" uma conexão já compartilhada via NAT.
A segunda opção é criar uma conexão de ponte, combinando a interface da rede local e a interface wireless. Com isso, os micros da rede ad-hoc passarão a fazer formalmente parte da rede local, recebendo endereços IP do servidor DHCP, tendo acesso a todos os recursos da rede e podendo compartilhar arquivos e pastas com os demais PCs.

Para isso, selecione as duas interfaces no "Painel de Controle > Conexões de rede" e ative a opção "Conexões de ponte":


Acesse em seguida as propriedades da "Ponte de rede" e defina um endereço IP e a máscara dentro da faixa usada na rede local. Será através desse endereço que o PC poderá ser acessado tanto pelos micros da rede local, quanto pelos da rede ad-hoc:


A partir daí, os micros da rede ad-hoc passam a ser configurados da mesma forma que os demais micros da rede, seja via DHCP ou seja usando IPs dentro da faixa usada na rede. A principal observação é que eles dependem do micro usado como gateway para ter acesso à rede. Se ele for desligado, ou ficar fora de alcance, o acesso é perdido.

Fim da parte 1.

Um comentário:

John disse...
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